60 Mil Anos
A humanidade está perdendo seus maiores gênios. Aristóteles faleceu, Newton bateu as botas, Einstein morreu, e eu não estou passando muito bem hoje.

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Ah… quanto tempo faz…
Até que eu gostava,
achava bom.
O pior é que essa casa
ainda tem o mesmo tom;
a mesma cor:
a cor do seu cabelo.
Era o tempo inteiro,
dia inteiro.
Lá e cá,
aqui e ali.
Tudo o que eu falava te fazia sorrir.
Fazia…
Hoje é outro dia.
Mas meus dias ainda têm alegria,
eu ainda canto aquela música que você sorria.
Se você faz falta? Faz.
Mas pra compensar o que não me falta é paz.
Você era tudo o que eu sempre quis,
mas sua ausência
jamais vai tirar o sorriso
de um bobo alegre feliz.
João, 60 Mil Anos
Tanta coisa pra me preocupar
eu vou me preocupar com solidão?
Meu pé cortado dói mais que o coração;
e ainda tem a cabeça,
que dói talvez pelo calor, ou pelo cansaço da visão.
Além do mais, pra quem tem o Espírito Santo
nunca falta um irmão.
Tanta coisa maior que a solidão…
Para o justo, há muita aflição,
mas o SENHOR a todos guarda o coração.
Nenhum deles sequer será quebrado,
e o que odeia o justo, será condenado.
O SENHOR resgata a alma dos bons de coração,
dos que nele confiam,
nenhum deles, em momento algum
sofrerá por solidão.
João, 60 Mil Anos (e um pedacinho do salmo 34)

Eu e minhas vontades de confissão…
Não sei se dá pra falar assim,
Mas pra todos os casos,
Aqui um poema.

São mil dilemas;
Mil problemas;
Mil poemas;
Mil esquemas.

Mil planos.
Mil anos para realizá-los;
Dez mil para tentá-los;
E minha fé cansável que só quer sentar um pouco.

João, 60 Mil Anos

Sobre vozes

Fale baixo. Tem tanta gente por aí falando alto que só assim eles vão prestar atenção.

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Legião Urbana 
Onde foi que eu perdi?

Olho lá fora, as estações
que se sucedem
indiferentes à queda
ou ao vô dos pássaros,
das flores,
das coisas,
e me sinto assim,
perdida no tempo.

Onde foi que deixei
meu coração?
Onde foi que esqueci
os sonhos todos?
Em que gaveta guardei
os meus segredos?

Meus modos,
meus medos
meus gritos mudos,
Quando foi que me esqueci
numa curva qualquer
da minha estrada
?

— Anônimo: "Mon amour"!!!!!!!!!!! Aí gente, a prova que meu marido me ama. u-u

É bom agradar a esposa às vezes, mesmo que ela não mereça tanto. kkkkkkkkkkkkkkkk

Dicionário de crianças colombianas surpreende adultos

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)
Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)
Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)
Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)
Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)
Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)
Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)
Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)
Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)
Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)
Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)
Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)
Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)
Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)
Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)
Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)
Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)
Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)
Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)
Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

Fonte: livro Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças, de Javier Naranjo

Tão bom morrer de amor e continuar vivendo.
Mário Quintana
Essa estranha máscara
mais verdadeira do que a própria face.
Mário Quintana
Portanto, agora, ali estava eu. Sentado ouvindo a chuva. Se eu morresse agora, ninguém verteria uma lágrima em todo o mundo. Não que precisasse disso. Mas era estranho. Até onde um trouxa pode ficar solitário? Mas o mundo estava cheio de velhos rabugentos como eu. Sentados ouvindo a chuva e pensando para onde foi todo mundo. Aí é que a gente sabe que está velho, quando fica pensando para onde foi todo mundo.
Bukowski
Evolução

Todas as noites o sono nos atira na beira de um cais
e ficamos repousando no fundo do mar.
O mar onde tudo recomeça…
Onde tudo se refaz…
Até que, um dia, nos criaremos asas.
E andaremos no ar como se anda na terra.

Esconderijos do Tempo, Mário Quintana.

— Anônimo: Só digo uma coisa. Não digo nada. E Digo mais... Só digo isso.

Aonde quer que você esteja, você sempre estará lá.

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